quinta-feira, 3 de junho de 2010

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Só dois sons se deixavam escutar, seus passos no chão molhado e seu relógio que acabará de tocar indicando a virada da noite. A rua vazia, algumas luzes de casas estavam ligadas, as luzes da rua reluziam nas águas acumuladas em poças, a lua se escondia, talvez, atrás das casas da colina. Ela cruzava a rua a pensar em como o seu coração frio estava. O amor não a aquecia mais a alma. Sua alma carente, aparentemente como as árvores daquela rua, sem folhas, mas até elas eram aquecidas por luzes amarela, que as incendiavam e arrepiavam. Nem um hálito quente havia a tocado nesses últimos meses. Ela amava um navegador, que mantinha amores a cada lugar em que parava o seu navio. Assim ela pensava. Mas ao cruzar a rua, parou, dois sapatos negros a sua frente, uma mão quente em seu rosto e ao fitar aquele rosto, seu sangue foi aquecido pelo coração em chamas. Ele estava de volta. De volta em seus braços até a embarcação sair do porto novamente.

6 comentários:

Karla Hack disse...

Muito coerente e envolvente no seu texto... Lindo e bela escolha de imagem!

http://rodrigojc.blogspot.com/ disse...

MUITO BOM!!! MESMOOOO!!

Amelie Jenkins disse...

Reencontros e noites iluminadas não podem ser mais envolventes.

Dinho Pain disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dinho Pain disse...

Adorei! Lembra o ultimo que eu postei no meu blog


depois da uma passada lá tembém. E no meu site se você se for possível!

amands disse...

super bom,amiga!Amei!